Confusão

Pensei em criar uma nova identidade.
Anónima.
Não vos vou contar os sobressaltos que vão por estas bandas, mas coisa que eu sei é que estes posts e atualizações podem acicatar animos perversos de quem seria tão mais bem vindo se não metesse aqui os pés (atenção não estarei a falar de quem me lê agora, já que de quem falo sabe quem é, ponto).
Por isso tem sido tão difícil vir escrever sem olhar por cima do ombro. É uma espada de Damocles, e a memória trai-me e leva-me por caminhos por onde não quero ir. Coisas que sabemos que foram, que sabemos que são, mas que , até termos de encarar de frente - e virá o tempo - preferimos atravessar a estrada e deixar para essa hora. Nem é fugir; é atravessar essa ponte quando lá chegar e proteger-me antes, já que preciso, e mereço, colo, pelo menos para o poder dar também a quem comigo percorre o mesmo caminho .
Continuo a ponderar o anonimato, escrever sem freio, sem sentir olhos a espreitar. Se os sinto? E se me importo? Na verdade até não me incomoda por aí além, na verdade - e nem é o incómodo, é o peso.
Mas quando me sento aqui e abro o dashboard, passam-me à frente dos olhos coisas que preferia esquecer, e ato continuo fecho o browser e desligo o computador,
A vida é tão mais complicada de que gostariamos...
Faz favor, este café está queimado. Não, não quero outro vou-me já embora, obrigada.

