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A vida é demasiado curta para cafés queimados

- tout court.

A vida é demasiado curta para cafés queimados

- tout court.

Parabéns aos noivos!

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Pois que hoje aqui o casalinho celebra 30 anos desde que deu o sim. TRINTA (eu paro, mas são trinta. Ponto).

 

Éramos dois miúdos, como comprovámos pela visualização do DVD do casamento - mas não se iludam que na altura só havia VHS - e a fita apanhou humidade e morreu! Felizmente a minha irmã recuperou a fita, passou para DVD e ofereceu-nos de presente dos trinta, uma surpresa dos diabos que eu julgava nunca mais ver na vida - os prognósticos da profissional tinham sido os piores, que não havia maneira, e depois saiu-se com esta!

- Love ya sis e marido dela!

Éramos dois miúdos mas achávamos que não - e há lá crianças que acham que o são? Não sabíamos nada, ou quase nada, e embarcámos nesta viagem, eu com os 25 anos acabadinhos de fazer, e o Victor quase quase a fazer o mesmo número. Ele chegou a dizer-me que não fazia sentido uma grande festa porque isso era para... miúdos (passo a redundância). Mas tivemos a nossa festa, organizada pela je com a ajuda dele, na véspera às 23h estava ao telefone com o caterer) não comemos nada durante todo o dia, uma carga de stress dos diabos. No dia seguinte acordámos no Porto (sim, ainda fomos para o comboio depois do copo d'agua, está tudo documentado em imagem, que foi a cameraWOman (a mana, pois) que nos levou a Santa Apolónia e filmou a entrada no vagão do Alfa. Vestidinhos a perceito, toda a gente que se cruzou connosco na composição nos desejou felicidades !

 

É tão giro recordar isto tudo!

 

Mas o que é mesmo, MESMO importante é que chegámos cá. Hoje estamos os dois de parabéns, por nos aturarmos um ao outro há uma pequena vida. Podíamos ter descarrilado, podíamos, com tanta descida a pique a coisa podia ter soçobrado. Mas não - estamos cá e cada vez mais fortes.

 

Venham mais 30!

 

Alive e kicking (mas pontapés baixinhos...)

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(foto para referência, por Erik Mclean)

Dez dias. Dez dias sem escrever...

A semana do meu aniversário foi, como habitualmente, de férias, cortesia de um feriado a meio, e esta semana tenho estado desarranjada, a palavra é mesmo essa. Tive de cancelar dois exames que tinha marcados porque o meu corpo fechou-se em copas, e não houve maneira de fazer a preparação para os mesmos. 

 

[E se a verdade é que estou muito grata por ter tido a sorte de fazer este tratamento para perder peso,  graças aos céus que na segunda feira foi a última dose! O meu organismo está a avariar aos poucos, a raiar a intolerância à mesma. Felizmente acabou!]

 

À cause disso, mas não só, ando com cabeça para nada, estive três noites praticamente sem pregar olho. Esta noite consegui fazer, finalmente, uma noite de sono normal - perfeita, perfeita, seria se tivesse adormecido mais cedo, mas se fosse sempre como hoje, não me queixava! 

 

E a idade tem destas coisas: falar de doenças é o segundo tópico mais mencionado pelos avós, logo a seguir ao tempo (ou será ao contrário?). Não que eu seja avó, claro, mas com a minha idade a minha irmã tinha uma neta com 13 anos...

 

Ora serve o presente post para vos dizer que me encontro bem e de saúde, embora completamente fora de serviço. E à espera de uma encomenda desde manhã, que não há maneira de chegar, e eu a querer ir tomar um café à esplanada, que domingo já chove, e nada! Trata-se do presente de aniversário para o Victor, comprado no prime qualquer coisa day da Amazon - ainda poupei 30€, que deu para comprar a bendita vitamina B12 (as análises acusaram um défice acentuado, por isso é que me anda a cair o cabelo desde julho ) e um sérum para o contorno dos olhos, e ainda me sobrou guito para tomar o bendito café e comer um pastel de nata, ou qualquer coisa do género. Isto, claro está,

se

 

a

encomenda

 

chegasse

 

a horas para tal isso. 

 

Mas pronto. Considerem-se todos abraçados, muitos beijinhos, e eu volto. Se não for antes (que não deve ser), na próxima segunda 16. Que também é dia de comemorar - ainda não é o aniversário do marido, esse é a 28. Mas o meu outubro transborda de comemorações, sempre 

 

...o dobro não, que chegar aos 112 é um bocadinho puxado :p

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Pois que hoje faço anos. E como sempre, estou que não posso, pareço uma gaiata 

Quantos? Olhem para o titulo e dividam por dois. Voilá!

Como sempre, nestas datas fazemos, consciente ou inconscientemente, balanços - e claro que fiz o meu. Olhei só para o último ano, e para ser sincera, não me lembro de estar tão bem como agora, em nenhuma altura da minha vida. Pois sim que a gente vai crescendo (por dentro) e vai deitando fora o que nos faz mal, o lastro que paradoxalmente vamos recolhendo ao longo dos anos. Deixamos de ligar ao que não interessa e a valorizar o que é importante. Mas aconteceram mais coisas durante os últimos 12 meses que ajudaram a que me sinta assim. Atei pontas soltas, rematei costuras. Recuperei pessoas que estando perto, estavam longe - e uma delas foi muitíssimo importante para ficar em paz comigo própria (passe a redundância).

 

Hoje olho para diante. Parece coisa de monsieur de La Palisse, mas o passado fica mesmo lá atrás. Agarro nas minhas pessoas, família mesmo chegada e amigos próximos, no mê hóme e nas minhas crianças, e sigo.

Atrás ficam as pegadas e mais o que já não me interessa. Sinto o presente e sigo em frente, porque é nessa direção que vou. 

 

Muito bem acompanhada por quem eu escolho por companhia.

 

E agradeço à vida tudo o que me deu de bom (e continua a dar), todas as vezes que fiquei de joelhos e me levantei com uma lição aprendida. Porque a dor até faz sentido quando nos faz avançar.

E ficarmos pessoas mais inteiras e mais bonitas.