Um mimo que nasceu dos desafios aqui nos blogues

O meu querido amigo José da Xã publicou um livro, QUATRO desafios de escrita a partir de outros tantos que tiveram lugar por aqui, nos Blogs do Sapo. Um deles foi promovido pelo meu blogue anterior, Porque eu Posso, o que deu direito a uma cópia autografada e com os dizeres mais queridos do mundo e arredores
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Depois fiquei de ler e comentar, e fiz metade: li. De uma assentada. Mas escrever, é naquele amanhã que nunca chega... mas chegou, e é hoje!
Começando pelo começo: Malquiádes, o jovem jornalista, que me fez lembrar dos desesperos da adolescência em que tudo tem um peso descomunal face à real importância da razão de tamanho sufoco. Há muito mais, pós adolescência, mas fiquei com essa ideia no bolso.
Avançamos um pouco e às tantas, dou um salto, e encontro-me com o Inspetor Valdemar, homem pragmático e mais ou menos dinâmico - não o acordem a meio da noite que fica resmungão - que lá consegue deslindar a morte da Arcizete, antes conhecida por Otávio.
Depois do Inspetor temos os textos dos desafios dos quadros, que conheço de acompanhar in loco, e não vou apontar nenhum em especial, porque o autor já sabe o que penso deles.
Se estão a fazer as contas, são quatro desafios e eu só falei de três personagens: falta o Elizário. Apaixonei-me mesmo pelo personagem, pela relação dele com o casal que o adotou como avô das filhas. E gostei tanto que só consigo pensar que quero saber mais, saber tudo sobre a vida do bom homem antes da guerra, durante e depois, com mais detalhes adoráveis ou horrendos, o que a vida lhe tiver trazido. É uma personagem tão terno real e palpável!
O José tem aquela forma de escrever que nos faz ver as cenas (adoro!), como num filme. Seja um conto, seja um capitulo de uma história - o difícil que é construir uma história lógica à roda de motes que não casam, de todo um com o outro... e com um determinado número de palavras ainda por cima, que faz alterar palavras e frases para conseguir fazer caber a ideia... - o que ele conseguiu.
Amigo José, os meus parabéns! O teu livro é um mimo, e - já disse muitas vezes, escreves que te fartas - em termos qualitativos, claro, que de resto, não te fartas nunca, felizmente!
Que venham muitos mais! Ah, e se for preciso assinar uma petição, eu assino: escreve lá um tomo sobre o Elizário!